Porque ninguém é de ferro!

espongeOlá, pessoal. Faz um tempinho que não escrevo aqui e não vou usar a desculpa da falta de tempo. O tempo não está em falta, ele permanece o mesmo desde que eu nasci, mas o que eu faço com ele é que muda.

Eu acredito muito que nós fazemos nosso tempo e a culpa de eu não ter escrito aqui não foi do meu novo trabalho, da academia que eu recomecei, dor artigos que eu escrevo para alguns sites e nem das aulas exaustivas do MBA em Economia. A culpa é só minha. E eu a assumo com orgulho porque ninguém é de ferro!

A minha agenda, de fato, é lotada, mas eu trabalho com ela em prioridades. Fiquei três meses sem emprego depois de trabalhar três anos em redação. O primeiro mês foi lindo: fiz tudo que eu queria, especialmente me jogar na minha cama e assistir muitos filmes e seriados no Netflix. Comecei o projeto do Inquietos, participei de todos os eventos sobre empreendedorismo, feminismo, liderança, entre outros, que eu sempre quis e nunca pude. Retomei com tudo meus trabalhos voluntários – participo de duas ONGs, o Ação Jovem, de educação financeira, e a Base Colaborativa, na qual eu participo do grupo de estudos sobre Felicidade (Felizofia). Viajei para a casa dos meus pais no interior, brinquei com minha nova cachorra, saí para bares e restaurantes novos, frequentei os de sempre e fui ao parque correr/andar quase todos os dias. Posso dizer que foi lindo ❤ ❤ ❤. Ativei todos os planos B, C, D, E, F etc. e me senti uma pessoa livre, feliz e que via um grande potencial em ficar assim para o resto da vida. Mas…

Mas a hora que a euforia passou. Bateu o cansaço. Cheguei ao ponto de estar fazendo com seis cursos ao mesmo tempo – já contei para vocês que sou uma Inquieta viciada em cursos e aprendizados. É claro que não deu. Inquietude, como eu defendo aqui, tem limite. Precisa ser bem trabalhada. Eu não consegui aproveitar quase nada de nenhum naquele período.

Veio a fase de desânimo. Não tinha muita vontade de marcar mais compromissos e ficar em casa – o que eu mal faço – se tornou tão atrativo como aqueça sobremesa de aniversário do Outback. Eu queria demais ficar na minha cama assistindo seriados toscos no Netflix. Mas continuei com vários, me arrastando em muitos.

Não deu certo. Entrei na fase do desespero, aquela em que você acha que tudo está dando errado na sua vida e que nunca mais você conseguirá um emprego fixo de novo para ganhar algum dinheiro e viver. Afinal, tudo que eu estava fazendo até agora não me rendia um centavo, era tudo pelo propósito, causa, etc. Até fins freelas de reportagem, mas não pagava todas as minhas contas. Trabalhar em casa o tempo todo não rolava mais para mim, sou muito sociável para ficar sozinha sem falar com ninguém o dia todo.

Eu assumi o controle e coloquei no papel as prioridades, o que estava me incomodando, o que estava pensando mais na minha cabeça. Depois de conversar com uma psicóloga/coaching amiga minha, cheguei à conclusão de que a questão financeira estava pesando muito na minha cabeça. E eu não tinha gostado de trabalhar em casa. A minha melhor opção era procurar um emprego fixo e tentar tocar tudo em paralelo.

Menos de um mês mandando currículo recebi quatro propostas e escolhi trabalhar na Comunicação de uma startup, o GuiaBolso. Eu sempre achei que meu perfil era total startup. E, de fato, o clima é tão estimulante e amigável que me identifiquei na hora. Muitos desafios, claro, mas são eles que nos movem, não?

Mas o fato é que, qualquer trabalho novo te exige muito tempo e dedicação para entender e entrar na rotina. E junte a isso o MBA em Economia, a academia (vou quase todos os dias 1h30), a vida social da qual não abro mão, as viagens aos fins de semana (que em agosto foram muitas) e otras cositas mais (tenho uma coluna semanal no Finanças Femininas sobre economia).

E foi aí que o Inquietos, que eu amo e não vou abandonar (juro) entrou em segundo plano, assim como as ONGs. Tudo na vida é priorização. Eu acho que faço ainda muita coisa, mas estou fazendo apenas um curso, um trabalho em período integral, cuido de mim, da minha saúde física e mental e toco os projetos pessoais paralelos em que acredito. A minha priorização é diária, para não dizer hora em hora. Com organização e planejamento (tenho uma agenda física, dois caderninhos de anotações e Google Agenda), é possível sobrar tempo para o que a gente quer. Tudo na vida é uma questão de escolhas.

É isso. Não quero me desculpar pela ausência porque foram escolhas que eu fiz, mas quero dizer que o Inquietos vai brilhar cada dia mais!!!! #vamosbrilhar #inquietossa

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