Em busca de Inquietos, Danone muda todo o seu processo de seleção de estágios e trainees

Danone Camp
Turma Danone Camp 2015

“Durante uma das reuniões foi questionado quem seria o responsável por um projeto piloto da empresa no Rio de Janeiro. Conhecendo minhas habilidades e sabendo que esse seria um desafio que me desenvolveria e me daria visibilidade na empresa, se desse certo, pedi ao time para ser o responsável. Com menos de 1 mês no projeto desembarquei no RJ com o objetivo de fazer as coisas acontecerem. Até aquele momento eu não sabia, mas essa atitude e, posteriormente, a experiência, fizeram toda diferença para meus primeiros passos no cargo. Durante 3 meses fui responsável por garantir a execução do projeto, lidando diretamente com a força de vendas, aproximadamente 300 pessoas e mais de 500 lojas. Por ser um dos projetos prioritários da empresa existia uma pressão para entregar os resultados, essa mistura de pressão, descobrimento e autodesenvolvimento foi fundamental para meu desenvolvimento pessoal e profissional.”

Foi exatamente assim que Mateus Miranda Sandes, 24 anos, formado em Administração na Universidade Federal da Bahia (UFBA), fincou os pés na posição de Junior Manager (trainee) na Danone. Em um ambiente que mistura autonomia com responsabilidade e comprometimento, Mateus está conseguindo desenvolver suas principais habilidades de um Inquieto. Seu senso de propósito, espírito aventureiro, automotivação e iniciativa o estão ajudando a brilhar na empresa. E brilho, para a Danone, é um pré-requisito para trabalhar ali. “Buscamos jovens empreendedores, insatisfeitos, inquietos, questionadores, ambiciosos no sentido de fazer mais e melhor, que tenham entusiasmo, gostem de estar sempre aprendendo, pensem estrategicamente e tenham perfil de liderança”, conta Priscila Pacheco, Gerente de Recursos Humanos.

Priscila Pacheco, RH da Danone
Priscila Pacheco, RH da Danone

Em um mundo cheio de jovens Inquietos, parece até fácil achar alguém assim. Mas não é, definitivamente. Foi justamente a dificuldade em atrair trainees e estagiários que se encaixem na cultura da empresa que levou a Danone a mudar a forma como seleciona os universitários e recém-formados. As provas de Inglês, Português e de Raciocínio Lógico deram lugar às reflexões próprias, simulações de questões cotidianas e espaço para que os candidatos contem suas histórias e realizações. Foi então escolhida uma empresa de seleção mais próxima ao público jovem, a Eureca, e os resultados surpreenderam. Era comum, por exemplo, as desistências na fase de dinâmica presencial ou até mesmo recusas quando o processo terminava e as cartas de parabéns chegavam. “Agora, além da inscrição, os testes são mais focados em conhecer a pessoa, como ela age diante de determinadas situações, seu perfil de trabalho, sua história, suas conquistas pessoais e profissionais. Buscamos autenticidade”, explica Priscila.

Por ser um processo que foge do tradicional e que, ao mesmo tempo, leva os jovens a pensar sobre seu perfil de trabalho e em suas próprias realizações, o engajamento aumentou. Ficou também mais fácil selecionar pessoas alinhadas com a cultura da Danone: autonomia, flexibilidade e oportunidade de inovar e pensar fora da caixa. Este é o caso da Marina Ganeo Chuba, 24 anos, estudante de Engenharia de Produção da UFSCar.

Marina Chuba Danone
Marina Chuba

Em janeiro 2013 Marina desembarcava no Sri Lanka, ilha próxima à Índia, para passar um mês. Diferente não era apenas o adjetivo que ela mais falou ao descrever o lugar. Não foram apenas as paisagens, pessoas, comida e cultura local que a impressionaram por serem diferentes. Ela também se percebeu diferente quando voltou ao Brasil, após o intercâmbio. “Eu conclui ali que mais pessoas deveriam sair da zona de conforto e ter experiências tão gratificantes como a que eu tive”, contou. Inquieta, ela não deixou a reflexão se perder e desenvolveu junto à Aiesec São Carlos um formato também diferente de evento, o “5 por 50”. Nele, 5 intercambistas teriam 10 minutos para falar a interessados sobre suas experiências fora do país. 5 experiências em 50 minutos. O evento chamou a atenção não apenas dos alunos interessados em passar um tempo no exterior, mas também dos pais dos alunos e amigos e o que era para ser para 40 pessoas, contou com a participação de mais de 100. O sucesso levou o “5 por 50” à Aiesec nacional e ele passou a integrar os eventos do portfólio nacional, sendo realizado em várias cidades brasileiras.

No começo do ano Marina contou essa história no quadro “Mãe, fui eu que fiz”, do processo seletivo da Danone. Hoje ela faz estágio na área de Compras e também já tocou um projeto inteiro sozinha. “A Danone valoriza os Inquietos porque é uma empresa que te dá muita autonomia. É claro que temos suporte técnico, mas quem toca o projeto, define processos e prazos sou eu. Ela valoriza novas ideias, coisas ‘fora da caixa’ que ninguém pensou antes e que podem render um novo projeto ou melhorar algum já em andamento”, comenta Marina. “Eu me encaixo muito em ambientes dinâmicos assim”, completa.

Ao todo são escolhidos entre 10 a 30 trainees por ano e 30 estagiários por semestre. Priscila explica que os jovens podem ser direcionados para qualquer uma das quatro divisões da empresa – Lácteos, Águas, Nutrição Especializada e Nutrição Infantil. Independente da área que vão trabalhar, todos recebem um treinamento completo sobre a empresa no primeiro mês e têm contato com as principais lideranças.

A Danone também mudou a forma de selecionar jovens para seus outros programas, como o Danone Danone Camp 2Camp, uma iniciativa da Danone Leadership Academy que visa identificar e estimular jovens com forte potencial de liderança. Em julho, 20 jovens selecionados através de um processo seletivo dinâmico, que contou até com jogo online e moeda virtual (Danoneco), se reuniram em uma chácara por quatro dias e trabalharam temas como autoconhecimento, autoavaliação e desenvolvimento de competências. Para quem não pode trabalhar e estudar ao mesmo tempo há ainda o estágio de verão, que possui 30 vagas todo ano.

Traduzir cultura de uma empresa no processo seletivo e gerar engajamento não é fácil. E convidar Inquietos para usar sua energia e realizar mudanças também não é comum, ainda. A Danone é uma das companhias que entenderam o poder que os Inquietos carregam nas mãos, se forem bem direcionados. “A valorização do Inquieto na Danone vem através dos resultados entregues e da postura. Atitude positiva, inconformidade, vontade de transformar, de fazer a diferença e saber lidar com potenciais frustrações, são importantes e para se destacar é preciso absorver rapidamente diversos conhecimentos, muitos que você nunca teve contato, ter a capacidade de simplificar e sempre focar no resultado final”, aponta Mateus. E que venham outras tantas Danones por aí.Danone Camp 3

 

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